Segunda-feira, 22 de outubro de 2018

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Método Canguru é fundamental no cuidado dos prematuros

Publicado em 13.05.2016 18:40

canguru

Profissionais especializados, equipamentos de ponta e cuidado humanizado são essenciais no atendimento de bebês prematuros. O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo é referência no interior do estado nesse quesito. Uma forte característica desta unidade é o trabalho humanizado, muito mais que cuidado, os bebês recebem carinho para crescerem e deixarem o hospital bem. Desde 2002, o CTI Neonatal realiza a posição canguru com os recém-nascidos prematuros de baixo peso. O método consiste em manter o recém-nascido em contato pele a pele, na posição vertical junto ao peito dos pais ou de outros familiares, humanizando o cuidado e fortalecendo laços entre pai, mãe e bebê.

O Método Canguru é muito mais que uma posição. O Ministério da Saúde elaborou a Norma de Atenção Humanizada ao Recém-nascido de Baixo Peso – Método Canguru, que o inclui como uma política pública, incorporado as ações do Pacto de Redução da Mortalidade Materna e Neonatal. “Ainda é muito elevado o número de neonatos de baixo peso ao nascimento e isso constitui um importante problema de saúde, por representar um alto percentual na morbimortalidade neonatal. A atenção do Ministério da Saúde se voltou tanto para propor ações para elevar o atendimento para a população como para propor uma abordagem aos profissionais da saúde englobando a integralidade do cuidado obstétrico e neonatal”, explica a psicóloga do HSVP, Débora Marchetti, pontuando ainda que o Método Canguru inicia na identificação da gestante de risco para o parto prematuro, na entrada dos pais no ambiente do CTI Neonatal e de estabelecer o toque até evoluir para o contato pele a pele com o bebê, de forma gradual e crescente, e o acompanhamento pós alta hospitalar.

A técnica tem inúmeros benefícios já identificado ao longos destes anos no HSVP. “Proporcionar fortalecimento do vínculo mãe filho, melhorar a qualidade do desenvolvimento neurocomportamental e psicoafetivo, estimular o aleitamento materno com maior frequência, precocidade e duração, permitir um controle térmico adequado, favorecer a estimulação sensorial, contribuir para a redução do risco de infecção hospitalar, reduzir o estresse e a dor dos recém-nascidos, propiciar um melhor relacionamento da família com a equipe de saúde, possibilitar maior competência e confiança dos pais no manuseio do seu filho e contribuir para otimização dos leitos das UTIs, são alguns benefícios do Método Canguru”, enaltece Débora.

Profissionais em constate atualização
No CTI Neonatal do HSVP, realizar o método canguru é responsabilidade de todos os profissionais da equipe multiprofissional capacitados em atender o recém-nascido prematuro. Por isso, com objetivo de atualizar conhecimentos, sensibilizar para a técnica e preparar novos profissionais do setor, um treinamento foi realizado pela psicóloga Débora apresentando a proposta do Método Canguru . Na oportunidade ela enfatizou a importância dos profissionais compreenderem os processos psíquicos que perpassam na família com a vinda de um bebê prematuro. “Trata-se de um momento de crise em que a hospitalização, riscos e gravidade desorganiza a família. Reconhecer o momento que a família está vivenciando permite que a equipe de saúde crie no setor do CTI Neonatal um ambiente acolhedor para receber essa família propiciando uma aproximação precoce dos pais com o seu bebê”, relata Débora, concluindo que é através do olhar, do toque, consolo da mãe quando o bebê chora, carinho e a voz familiar que os laços afetivos serão construídos e fortalecidos.

O Método Canguru é iniciado quando o bebê apresentar condições clínicas. Com isso, os pais também se envolvem de forma mais ativa nos cuidados do filho, como a troca das fraldas, a hora do banho e a alimentação. “O treinamento proporcionou a reflexão da equipe de enfermagem sobre o cuidado que é oferecido ao bebê prematuro e aos pais desde a internação até a alta da unidade. Tendo em vista que, o resultado desse cuidado irá refletir no futuro das nossas crianças”.

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