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Cinco políticos ligados ao RS serão investigados na Lava Jato

Publicado em 12.04.2017 8:43

Cinco políticos ligados ao Rio Grande do Sul foram citados na chamada “lista do Janot” e tiveram a investigação autorizada pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

Além do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), estão na lista os nomes dos deputados federais Marco Maia (PT), Maria do Rosário (PT), Onyx Lorenzoni (DEM) e Yeda Crusius (PSDB). Outras duas pessoas ligadas ao estado foram citadas, os ex-presidentes da Trensurb Marco Arildo Cunha e Humberto Kasper.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), delações apontam que Yeda recebeu o total de R$ 1,75 milhão como contribuição para as campanhas eleitorais de 2006, quando foi eleita governadora do Rio Grande do Sul, e de 2010, quando perdeu a disputa pela reeleição para Tarso Genro. Em troca, ela concederia vantagens à Brasken, empresa controlada pelo Grupo Odebrecht, permanecesse recuperando créditos de ICMS no contexto do estado.

Por meio de nota publicada em rede social, a deputada disse que aguarda o “levantamento do sigilo das delações que embasaram a decisão”. “Embora desconhecendo ainda as razões que o levaram a elaborar estas listas, considero fundamental tanto a Lava Jato quanto o trabalho do Supremo para que os inquéritos hoje autorizados sejam feitos e concluídos com a celeridade requerida por mim e por toda a população brasileira”, diz trecho da nota.

Onyx teve autorizada uma investigação por crime de caixa 2. Um delator aponta que ele recebeu para a campanha eleitoral de 2006 um repasse de R$ 175 mil, em uma operação não contabilizada. O executivo da Odebrecht disse ter dito ao gaúcho: “estamos percebendo o seu desempenho, a sua conduta, e nós gostaríamos de termos aí como um parceiro futuro nas suas atividades como deputado federal”.

Onyx disse que recebeu com “surpresa” a informação e que foi “injusta e indevidamente citado”. Ele disse também que já pediu ao advogado para que entre com requerimento para saber do que ele é acusado.

Marco Maia também é suspeito de caixa 2. Um delator relatou que ele recebeu R$ 1,35 milhão do setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht.

Maia disse que a lista é uma “grande mentira” e que em nenhum momento fez algum contato ou pedido à Odebrecht. Ele afirmou que pretende processar todos os que o citaram e também entrar com um pedido no STF para saber do que é acusado.

A deputada Maria do Rosário também deve ser investigada por caixa 2. Um delator afirmou ter sido procurado pela parlamentar em 2010, quando ela se candidatou para a Câmara. Ele diz ter repassado R$ 150 mil à política.

Procurada pela RBS TV, Maria do Rosário disse que suas contas foram aprovadas que jamais utilizou qualquer situação indevida. “Acho um absurdo estar sendo citadas desse modo e vou, inclusive, enfrentar, se por ventura, essa investigação que virá a ser levada a frente e não apurar nada de errado, eu vou enfrentar quem vier ser detrator em relação a isso”, disse a deputata, completando que nunca solicitou recursos.

A reportagem também procurou as assessorias dos dois ex-presidentes da Trensurb e aguarda retorno.

*G1

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