Sábado, 22 de setembro de 2018

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Retrações Gengivais e a Sensibilidade Dentária

Publicado em 09.12.2016 14:49

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As retrações gengivais são caracterizadas por um “encolhimento” da gengiva abaixo de um ou mais elementos dentários. Criam a impressão que o dente está maior, mas não mais longo.

A retração gengival é natural com o envelhecimento, mas em quantidades semelhantes em vários dentes e em níveis quase imperceptíveis. Quando patológica, geralmente expõem até uma parte da raiz do dente, deixando o dente com um aspecto diferente dos demais e normalmente associado com dor.

A raiz do dente não é recoberta por esmalte, tecido mineralizado extremamente duro que recobre a parte visível dos dentes, protegendo-os. O esmalte é o tecido mais duro do corpo humano. Quando ocorre a retração da gengiva, essa raiz que fica descoberta fica susceptível à uma série de agentes agressores não comuns à mesma, e vai se desgastando. São as bebidas ácidas, como sucos de frutas cítricas (laranja, abacaxi…), refrigerantes, vinhos por exemplo. Escovação excessiva com escovas muito duras e no sentido horizontal nas retrações acentuam as mesmas e aumentam o desgaste. Os dentes desalinhados também, sofrem forças oclusais mal dirigidas que geram uma força de flexão nessa região, trincando e expulsando o esmalte existente nessa regiao. Esse processo leva anos, mas torna-se visível quando a quantidade do desgaste já é acentuada, e percebemos essa quantidade pelo degrau que se forma entre a região coberta por esmalte, preservada, e a região da raiz, sem esmalte, desgastada.

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Há exposições de raiz extensas que não apresentam sensibilidade, mais raras. Também, há exposições muito pequenas extremamente dolorosas. Tudo depende de características dos dentes e do limiar de tolerância à dor do paciente. Essas dores são na maioria das vezes caracterizadas por uma fisgada muito desconfortável e intensa, geralmente provocada por uma variação térmica brusca, como o gelo, por alimentos muito doces, vento e o toque.

Para a gengiva retraída não há um tratamento eficiente para recuperá-la, apenas cuidados para diminuir sua progressão. Para a sensibilidade existem uma série de abordagens, como o uso de dessensibilizantes em sessões no consultório, ou presentes em certos tipos de cremes dentais (as vezes funcionam). Flúor indicado, em concentrações maiores, acompanhado pelo dentista. Para os desgastes, a melhor abordagem é a restauração do dente, recuperando o material dentário perdido, através de resinas e técnicas especiais. Neste caso, a sensibilidade na grande maioria dos casos, desaparece até mesmo totalmente.

Dr. Douglas B.Tibola – ortodontista

Mestre e Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial pela USP – Universidade de São Paulo

Fone: 3342 8328

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