Segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

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Conflito entre indígenas segue sem solução em Charrua

Publicado em 27.09.2017 8:43

conflito entre indígenas na Reserva do Ligeiro, em Charrua, no Norte do Rio Grande do Sul, já dura um mês. Mais de 400 indígenas foram expulsos das terras, e uma pessoa que estava abrigada em um ginásio municipal foi morta. Com reforço no policiamento, a cidade tenta retomar a normalidade. As reuniões com a Fundação Nacional do Índio (Funai) não chegam a um ponto final para o conflito.

Mesmo com uma nova visita de representantes da Fundação Nacional do Índio, o conflito ainda está longe de ser solucionado. A briga, que teria sido iniciada por conta de um trator, na verdade representa a disputa entre dois grupos pela liderança dentro da reserva, por conta do dinheiro oriundo do arrendamento de terras.

Mais de 60 casas já foram incendiadas, carros também foram queimados, além de ataques a tiros e da morte de um indígena que estava abrigado em um ginásio fora da reserva.

A confusão fez com que as aulas tivessem que ser suspensas em Charrua, em mais de uma ocasião. Os alunos só voltaram para as salas de aula com o reforço do policiamento.

“Nós pedimos para a Funai, para que no máximo dos máximos, até o final do mês precisamos do ginásio. Vários eventos e atividades estamos deixando de fazer em virtude dos indígenas estarem no ginásio de esportes que é o único local que nós temos para alocar eles aí”, afirma o prefeito de Charrua, Valdésio Roque Della Betta.

Desde o início da confusão foram realizadas diversas tentativas de mediar a situação. Na sexta-feira (22) lideranças da cidade se reuniram com o presidente da Funai, Franklimberg Ribeiro de Freitas, em Porto Alegre, sem que uma solução fosse encontrada.

Na terça-feira (26) foi realizada uma nova reunião, desta vez em Charrua, com lideranças indígenas, mas sem um ponto final para o conflito.

“Nós sempre mantivemos porta aberta pro diálogo e isso pelo menos de positivo até hoje a gente conseguiu, mas nós precisamos avançar, os dois grupos têm posição firmes e por enquanto, ainda não se encontram lá adiante no caminho, mas é esse o nosso sentido, o nosso objetivo é de fazer com que as duas partes possam encontrar uma solução em conjunto e a Funai vai estar sempre mediando, que esse é o nosso papel e nós vamos atuar cada vez mais firme pra encontrar essa solução”, disse o coordenador da Funai de Passo Fundo, Lauriano Ártico.

*G1

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