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Com o envelhecimento perderemos os dentes?

Publicado em 01.12.2016 17:02

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Ao contrário do que muita gente pensa, os nossos dentes foram formados para nos acompanhar durante a vida toda desempenhando todas as suas funções, como a mastigação, a fonação, auxiliar na deglutição e na estética. O que ocorre é que existem algumas patologias que acometem os dentes e os tecidos que os mantém firmes que podem culminar com a perda dos mesmos. Geralmente, com o avançar da idade, esses problemas se acumulam resultando em perdas múltiplas e sucessivas, gerando dessa forma a imagem de que os mais velhos não tem mais os dentes, e que a idade faz perdermos os mesmos.

As restaurações realizadas muito precocemente, ainda na infância ou adolescência, necessitarão serem trocadas ao longo da vida, e essa substituição se repetitiva vai consumindo aos poucos a estrutura dentária. O dente fica muito frágil, podendo necessitar tratamento de canal, colocação de um pino e sobre ele uma prótese (o chamado “pivot”). Esse “pivot” também pode ser acometido por infiltrações e cáries, e isso pode causar até a perda da raiz. Inicia-se assim a perda dos dentes. Nestes casos utiliza-se próteses parciais removíveis (as chamadas pontes) ou implantes para a recolocação dos mesmos. É muito importante salientar que a qualidade do material utilizado juntamente com o conhecimento e qualidade técnica do cirurgião-dentista é fator importantíssimo para durabilidade das restaurações e próteses realizadas, minimizando muito o risco da perda dentária.

dentes

Outro problema bastante comum que acomete a perda dos dentes são nos tecidos que os mantém presos, ou seja, o osso e gengiva. Existe um grupo de bactérias que, quando em meio favorável na boca, como higiene deficiente com presença de placa e calculo, aliado às vezes a poucas visitas ao dentista e em alguns casos à algum problema de saúde do paciente, causa a perda progressiva do osso. Normalmente notamos na boca uma inflamação gengival constante, com presença de mau hálito e sangramento na escovação e às vezes ate na alimentação. Com o tempo as raízes começam aparecer e a evolução do quadro deixa os dentes com mobilidade, em seguida com dor à mastigação e, se não extraídos, acabam caindo sozinhos com o avançar da doença. É bom lembrar que tem tratamento e controle total do problema, mas o osso perdido não é mais recuperado. É a chamada periodontite.

Concluindo, é bom salientar que os dentes são a parte do corpo humano mais durável e mais resistente. Uma prova disso são as arcadas dentárias de fósseis com milhões de anos, encontradas intactas, onde delas são feitos muitos estudos. No envelhecimento, em maior ou menor grau, a pele fica mais fina e enrugada, os cabelos clareiam e ficam escassos, os dentes apenas escurecem e desgastam, mas continuam desempenhando todas as suas funções já citadas.

Outras dúvidas ou sugestões? Mande e-mail para douglastibola@ortodontista.com.br

DOUGLAS BAVARESCO TIBOLA

Mestre em Ortodontia, Odontopediatria e Saúde Coletiva pela Universidade de São Paulo – USP/Bauru

Especialista Radiologia e em Ortodontia e Ortopedia Facial – USP –SP

Professor Especialização em Ortodontia Erechim – RS

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