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Escola de Tio Hugo proíbe alunos de levarem telefones celulares para sala de aula

Publicado em 06.07.2016 15:52

A direção de uma escola do município de Tio Hugo, na região Norte do Rio Grande do Sul, proibiu que os alunos utilizem telefones celulares dentro da instituição de ensino. A decisão gerou polêmica. Mas a medida, conforme os professores, ajudou a melhorar a nota dos alunos.

Os quase 200 estudantes da Escola Municipal Antônio Parreiras não podem mais levar nenhum aparelho eletrônico para a sala de aula desde o início do ano letivo. A decisão foi tomada em conjunto entre pais e professores. A secretaria municipal de educação também apoia a medida.

“A gente como pai, já que é a gente que compra o celular e paga a internet para eles, a gente deve ajudar a escola. Isso estava dispersando eles nas aulas. Então, foi uma medida tomada em conjunto, escola e pais e está dando certo”, diz a mãe de um aluno, Jaqueline Bergmann.

Em 2015, a quantidade de notas baixas deixou muitos pais assustados. O motivo pode estar associado ao uso do celular. Neste ano, as avaliações dos estudantes aumentaram cerca de 30%. A proibição, que também vale para o horário do intervalo, aumentou a interação entre os colegas.

“Antes, era cada aluno com seu aparelho celular, com a cabeça baixa e nas redes sociais”, conta a diretora da escola, Rosângela Vicari.

A maioria dos estudantes da escola Antônio Parreiras é a favor do uso do celular na sala de aula. A decisão de proibir a utilização de aparelhos eletrônicos divide opiniões entre eles.
Alan Weiler, de 14 anos, diz que usa o telefone para aprofundar conhecimentos. “Sem o celular, eu não tenho acesso à internet. Eu entendo que perco um riquíssimo conteúdo. Eu sempre pesquiso muito e assisto vídeo-aulas”, afirma.

Francine Borghedt, também de 14 anos, diverge do colega. Para ela, a medida aumenta a interação entre os estudantes, além de favorecer o foco no conteúdo das disciplinas. “Foi uma boa decisão, por que melhorou muito tanto os problemas quanto convivência, e gerou mais conversa entre os alunos”, conta.

Para o especialista em informática na educação, Adriano Canabarro, proibir o aparelho pode não ser a melhor maneira de contribuir para o aprendizado dos adolescentes. “A solução talvez esteja na criação de uma cultura da utilização racional desses celulares para que eles possam auxiliar no processo de aprendizagem”, diz. “É uma ferramenta a mais. Os livros são importantes, o quadro negro tem sua importância, a revista… Só que ele [o celular] é extremamente poderoso”, completa.

*G1

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