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Lucro líquido da BRF cresce 109,4% e chega aos R$ 2,2 bilhões em 2014.

Publicado em 27.02.2015 10:16

Aumento da eficiência operacional resultou em EBITDA de R$4,9 bilhões no acumulado do ano, 56,4% superior ao de 2013.

O lucro líquido da BRF mais que dobrou no acumulado de 2014 e atingiu o montante de R$2,2 bilhões, incremento de 109,4% na comparação com o ano anterior. O EBITDA, por sua vez, chegou a R$4,9 bilhões, o que significa um crescimento de 56,4% em relação a 2013. A Receita Operacional Líquida (ROL) registrou o montante de R$31,7 bilhões, número 4,0% maior. O desempenho provém de resultados positivos no mercado internacional, crescimento dos pontos de venda no Brasil e à maior qualidade no atendimento.

A análise que se segue exclui os resultados das operações de lácteos, classificadas como descontinuadas no balanço, após a assinatura do contrato de venda deste segmento com a Lactalis. A ROL cresceu 4,4% em 2014, chegando a R$29,0 bilhões contra R$27,8 bilhões em 2013, favorecida pela melhoria de preços médios no Brasil e no mercado internacional, além do crescimento de volumes no Food Services. Nesse sentido, mostrou-se assertiva a estratégia global de posicionar o consumidor final no centro do negócio, identificando particularidades e tendências nos mercados atendidos pela BRF em mais de 110 países.

Em 2014, também houve queda do nível de endividamento da empresa, que encerrou o último trimestre com uma relação da dívida líquida sobre EBITDA (últimos doze meses) de 1,04 vez ante 2,17 vezes no 4T13.

A alienação do negócio de lácteos para a Lactalis (por R$ 1,8 bilhão) está em linha com a estratégia de focar nos negócios que são a vocação da companhia. Com o mesmo objetivo, foi realizada uma parceria estratégica com o Frigorífico Minerva, que absorveu as plantas de abate de bovinos da BRF em troca de uma participação acionária na empresa.

Também em linha com a estratégia de internacionalização da BRF, ao longo do ano foi finalizada a compra de três dos distribuidores da empresa no Oriente Médio: Federal Foods, nos Emirados Árabes Unidos; Al Khan Foods (AKF), em Omã; e Alyasra, no Estado do Kuwait. Além disso, foi inaugurada a fábrica de processados em Abu Dhabi, com capacidade de produzir até 70 mil toneladas/ano. Com isso, a empresa reforçou o portfólio para atuar em regiões como Sul e Sudeste asiáticos, Oriente Médio e África. Por fim, a empresa anunciou a criação de uma joint-venture com a PT Indofood, que irá explorar o negócio de aves e alimentos processados na Indonésia.

MERCADO BRASILEIRO

No acumulado de 2014, a ROL Brasil atingiu R$ 13,9 bilhões, aumento de 6,8% se comparada ao ano anterior. O EBIT Brasil atingiu R$ 1,8 bilhão, registrando um crescimento de 39,5% em relação a 2013.

O processo de Go-to-Market (GTM), consolidado em maio, facilitou a aproximação com o pequeno varejo e possibilitou crescimento gradual nos volumes, eliminação de redundâncias e melhoria na produtividade. Investimentos em sistemas, TI e treinamento de pessoal também permitiram incrementar as vendas e a eficiência da empresa. O índice OTIF (on time, in full), que mede o nível de serviço da companhia, apresentou melhora substancial ao longo de 2014. E a racionalização das operações, com eliminação de 35% dos itens (SKUs), resultou em redução de custos e ganhos em eficiência e agilidade.

MERCADO INTERNACIONAL

A ROL Internacional atingiu R$13,3 bilhões em 2014, crescimento de 1,5% na comparação com o ano anterior. No mercado internacional, visando priorizar a rentabilidade, a Companhia adotou a estratégia de reduzir volumes (queda de 12,3% em relação a 2013), ação compensada pela alta de preços médios, tanto em reais (+15,7%), quanto em dólares (+6,2%.

A sanção russa para aves e suínos imposta aos Estados Unidos, União Europeia, Canadá, Austrália e Noruega impactou diretamente o fluxo de comércio e o preço das proteínas no cenário internacional durante o segundo semestre.

FOOD SERVICES

No ano de 2014, a ROL de Food Services cresceu 8,8%, para R$ 1,7 bilhão. Os volumes cresceram 9,7% no ano, enquanto os preços médios se mantiveram praticamente estáveis (-0,8%). O período ficou marcado pelo aumento de vendas para as redes de fast food, cozinhas industriais e pequenos negócios espalhados pelo país. O mercado passa por um movimento de regulamentação de negócios informais e surgimento de redes de restaurantes mais estruturadas, gerando mais uma oportunidade de expansão para esse segmento em 2015.

RESULTADOS 4T14

No trimestre, a ROL consolidada atingiu R$ 8,0 bilhões, alta de 6,8% em relação ao 4T13, com contribuição positiva de todas as unidades de negócio da companhia. Os destaques foram o crescimento de volumes no Brasil e em Food Services e a melhoria de preços médios no mercado internacional. O lucro líquido registrado no fechamento do 4T14 foi de R$ 991,0 milhões, montante 334,9% maior que o registrado no 4T13.  O EBITDA atingiu R$ 1,8 bilhão no trimestre, 125,6% superior ao do 4T13.

LÁCTEOS

Considerada isoladamente, a operação descontinuada de lácteos apresentou ROL de R$ 2,7 bilhões, praticamente estável em relação a 2013 (-0,5%). O aumento dos preços médios em 11,2% compensou a queda de 10,5% em volumes no período. Já o EBIT deste segmento atingiu R$ 120,6 milhões, crescimento de 90,4% na comparação com 2013 (R$ 63,3 milhões). O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços médios no período, além de ganhos de eficiência e maior diluição de despesas.

 

 

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