Sábado, 21 de abril de 2018

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Sobre a cidade

História Por volta de 1916, quando os primeiros colonos chegaram ao local denominado “Fazenda Santo Antônio”, buscava terra de mato, sinônimo de fertilidade. O proprietário, Fimino Rolim de Moura havia comercializado a imensa área com os colonizadores Alcides Albuquerque e Fábio Albuquerque que vendiam lotes para recém chegados. A “Fazenda Santo Antônio” que assim havia sido denominada por motivos religiosos recebia, a partir de então, a força, o trabalho e a mentalidade produtiva de descendentes de imigrantes alemães e italianos. Chegaram os Arend, os Altmann, os Lermer, os Deuner, os Lamb, os Kempf, os Erich, os Straus, os Muller, os Weber os Roese, mais tarde os Allebrandt, os Sprandel e, tantos outros que, na grande maioria, professavam a religião evangélica.

Os italianos, católicos, genuinamente representados pela família Secchi, estabeleceram – se no povoado em Rincão Doce, já em 1922. A partir daí, vieram os Girardello, os Danieli, os Paludo, os Sella, os Bettio, os Pozza e tantos outros. A busca de terras novas e mais produtivas foi o fator determinante da vinda dessas famílias originárias do Vale do Taquari, do Alto Jacuí e de outras regiões. Naturalmente, a preferência recaiu sobre as terras de mato que predominavam ao longo de uma das margens do Rio Glória enquanto que, no prolongamento da outra margem, predominavam as terras de campo, ocupadas pelos Montana que eram criadores de gado e os Freitas, tropeiros tradicionais vindo da fronteira. A colonização, fruto da cultura e tradição européias, na primeira fase, deu preferência à produção diversificada. A etapa inicial foi marcada pelo desmatamento o que trouxe a época áurea da madeira. Sucumbiu a floresta dando lugar à exploração da terra que passou a produzir milho, feijão, mandioca, arroz e trigo além da pecuária de subsistência. A produção de mandioca teve destaque desenvolvendo – se, na região, um grande número de atafonas. A economia contemporânea está embasada na produção de soja, milho, feijão preto, trigo e outros, com como na criação de bovinos, Suínos, aves e peixes. O alicerce é a agricultura com a produção estimada em 950.000 sacas, sendo seguida pela pecuária, indústria e comércio. Dentre as quatro existentes, a Indústria de Papelão Zebu é a mais importante proporcionando 84 empregos diretos. O novo município já conta com, aproximadamente, 40 estabelecimentos comerciais. Jorge Muller pode ser considerado o fundador do Município. Doou a área de terras par a construção da igreja, escola e cemitério, fundamentos para qualquer povoado e prova concreta de seu espírito comunitário. Mercê do trabalho e do valor dos pioneiros, o povoado cresceu a ponto de, através de suas lideranças, sensibilizar as autoridades do Município de Carazinho, ao qual pertencia para a criação do 6º Distrito, cuja denominação de Santo Antônio ficou oficializada através da Lei Municipal nº. 4 promulgada pelo Poder Legislativo e assinada pelo seu Presidente, Dr. Ernani Graeff em 8 de setembro de 1956.

Há quase quatro décadas da criação do Distrito a população resolveu tomar as rédeas do próprio destino. No dia 5 de julho de 1990 constitui a Comissão de Emancipação cujo exemplar trabalho culminou na autonomia política através da Lei Estadual nº 9.550 de 20 de março de 1992 que criou, oficialmente, o município de Santo Antônio do Planalto. Autorizado pela Lei Estadual nº.371, o plebiscito foi realizado a 10 de novembro de 1.991. Com cerca de 4,100 habitantes, a população do novo Município é de origem, predominantemente, alemã (60%) seguida da italiana (30%) e da lusa (10 Gentílico: santo-antoniense

 

Dados Gerais

A População Total do Município era de 2.001 de habitantes, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE (2000).

Sua Área é de 206,51 km² representando 0.0768% do Estado, 0.0366% da Região e 0.0024%de todo o território brasileiro.

Seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0.813 segundo o atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2000)

 

Ano de Instalação: 1993

Microrregião: Carazinho

Mesorregião: Noroeste Rio-Grandense

Altitude da Sede: 558 m

Distância à Capital: 230,57Km

Área Territorial: 206,51 km² 

Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD