Quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

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Arquiteto da UPF vence concurso internacional na Itália

Publicado em 13.06.2016 10:10

arqui

Uma paisagem perdida em meio a uma área de exploração de mármore, formando uma composição arquitetônica minimalista que revela mais do que uma obra transformista, compõe uma verdadeira manifestação artística. Em uma visão simplista, é assim que se define, ao primeiro olhar, o projeto Lost Landscape, do arquiteto e urbanista Luiz Eduardo Lupatini, egresso do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de
Passo Fundo (UPF). A criação de Lupatini foi vencedora do Concurso Carrara Thermal Baths, promovido pela Rethinking Architecture Competitions.

O concurso teve como desafio propor a reabilitação de uma área degradada pela ação do homem por intermédio de uma intervenção arquitetônica, com a implantação de uma terma em uma área de exploração de mármore na localidade de Carrara, na região da Toscana, Itália. De acordo com Lupatini, o desenvolvimento do projeto se deu ao longo dos últimos três meses, em um processo que envolveu uma profunda pesquisa sobre o tema e o local, e o posterior desenvolvimento da proposta a ser apresentada.

O arquiteto, que além de egresso também atua no Núcleo de Desenvolvimento Urbano e Comunitário (Naduc) do curso de Arquitetura e Urbanismo da UPF, destaca que tem participado de concursos de projeto desde a graduação. “Além de reconhecimento profissional a nível internacional, concursos de projeto possibilitam explorar ao limite os aspectos conceituais na arquitetura, e são onde o papel e os desafios da arquitetura contemporânea entram em debate”, declara ele, que em sua ainda recente carreira, já foi finalista de outros concursos e, inclusive, recebeu menções honrosas em concursos na França, Itália e Portugal.

O conceito do projeto Lost Landscape é, em sua essência, uma reflexão crítica sobre o modo de vida da sociedade contemporânea, com suas infinitas demandas e seu consumismo exacerbado. “Propus uma intervenção minimalista, moldando os espaços basicamente com a utilização da matéria prima local, e colocando em evidência o contraste entre a escala humana e a monumentalidade do sítio”, destaca o arquiteto.

O arquiteto
Graduado em 2011, Lupatini atua desde 2012 como arquiteto e urbanista na UPF, tendo integrado equipes que elaboraram importantes projetos desenvolvidos na Instituição, tais como o Plano Municipal de Saneamento Básico de Passo Fundo, Plano Local de Habitação de Interesse Social de Nova Alvorada, e mais recentemente o Projeto de requalificação urbana do Campus I, denominado Projeto Parque UPF.

O projeto
À medida em que a população mundial se torna a cada dia mais urbana, as paisagens que fornecem as matérias primas necessárias às infinitas demandas da atividade humana contemporânea se tornam mais remotas e espacialmente distantes da vista diária. “Literalmente, essas paisagens desaparecem. Podemos pensar nelas como paisagens perdidas”, explica o arquiteto, sobre a inspiração para o projeto e a nomenclatura que o descreve.

Ao propor a intervenção em um sítio de extração, para além de readequar o espaço para um novo uso, Lupatini busca reforçar o espírito desse espaço, colocando em evidência uma atmosfera que induza o visitante à reflexão acerca dos impactos causados pela exploração, representada, nesse caso, pelo contraste entre a escala humana e a monumentalidade do sítio. “Ocupando os vazios de uma pedreira, a proposta se desenvolve por meio de um eixo principal, onde estão dispostas as áreas de banho, que intercaladas por estadas secas, se impõe como um caminho a ser percorrido pelo visitante”, destaca o arquiteto.

Buscando expressar a forma através de uma linguagem minimalista, Lupatini emprega basicamente a matéria prima local para moldar os espaços, por meio de processo de adição e subtração, estabelecendo um diálogo entre matéria bruta e produção humana.

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