Quarta-feira, 18 de setembro de 2019

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Troféu Angelina Rodegheri é entregue no legislativo marauense

Publicado em 10.03.2015 9:46

Na noite de ontem, dia 09, aconteceu na Câmara de Vereadores a Sessão Solene alusiva ao Dia Internacional da Mulher, com a entrega do Troféu Angelina Rodegheri.

Este Título Honorífico foi instituído pelo Decreto Legislativo 007 de 22 de agosto de 2006, de autoria do vereador Anderson Rodigheri e visa homenagear no mês de março, mulheres que se destacaram em sua atividade laboral, ou que prestaram serviços de reconhecido valor comunitário.

De 2007 até 2014 já foram agraciadas vinte e quatro mulheres batalhadoras do nosso Município. Nesta sessão foram homenageadas as senhoras: Iraci Tibola de Cezaro, Ethelvina Mânica e Adela Dolores Aversa De Conto. Conheça um pouco mais de cada homenageada:

Iraci Tibola de Cézaro: Iraci nasceu no dia 20 de setembro de 1966. Iraci é filha de Luis Tibola Primo e de Santina Donzelli Tibola, natural de São José dos Rissi. Iraci morou com seus pais até os 11 anos de idade. Em função dos estudos teve que morar na cidade e trabalhar em casa de família, onde estudava e trabalhava. Mesmo morando fora de casa nunca deixou de estar presente em sua família todos os finais de semana. Dedicou seu tempo ainda cedo como catequista e líder de Clube de Jovens onde fazia parte.
Em 1989 casou-se com Alberi Luis de Cezaro indo residir em São Marcos da Laranjeira. Tiveram 2 filhos, Mateus e Rafael. Formada em Pedagogia e com espacialização em Psicopedagogia à 26 anos trabalha como professora no Município de Marau. Além de sua função profissional e dona de casa, Iraci dedica seu tempo sempre que pode na participação da vida da comunidade, participando das liturgias, animação e todo o trabalho que for necessário para o bom andamento da comunidade. Também faz parte da Pastoral Familiar da Paróquia de Marau juntamente com outros cinco casais. Iraci sempre colocou a família em primeiro plano e considera que a mesma é a base da sociedade.
Considera que a verdadeira realização está nas pequenas coisas que fazemos, onde geralmente não são vistos nem lembrados, mas que garantem a nossa felicidade e a felicidade de quem convivem conosco. Iraci tem como filosofia de vida a humildade e a simplicidade. Considera que são através desses valores que se consegue trabalhar com tranquilidade em todos os espaços, fazer amigos e ser feliz.

Senhora Ethelvina Zancanaro Mânica: Ethelvina nasceu em Vila Maria, naquele tempo município de Guaporé, em 23 de abril de 1941. Primeira dos nove filhos de João Zancanaro e Pierina Gasparim. Aos onze anos trabalhar como auxiliar de Maria e Avelino Güisso em Porto Alegre. Eles tinham quatro filhos, todos com deficiência auditiva. Ethelvina e as crianças sentiam carinho recíproco mas Ethelvina voltou logo para sua família em Vila Maria, pois tinha muita saudade de todos. Estudou ali até a quinta série e em 1956 foi auxiliar de professora em Ponta Grossa, Vila Maria. Em 1957 e 58 passou a dar aula em São João Linha 23 – Vila Maria. Fazia sempre cursos de férias para ampliar seus conhecimentos.
Em 1959 foi transferida para Sagrado Coração de Jesus, exercendo atividades docentes com alunos de primeira a quinta série. Durante alguns anos dava aula sozinha, de todas as matérias, para aproximadamente 50 alunos de primeira a quinta série, todos dentro da mesma sala de aula, no mesmo turno. Fez curso “Colégio do ar 99”, equivalente ao ginásio. Já era casada desde 24 de novembro de 1962 com Elpidio Manica da mesma comunidade, morava com a sogra idosa e a cunhada portadora de necessidades especiais.
Seguiu fazendo cursos. Em 30 de julho de 1975, formou-se no magistério, no colégio Bom Conselho em Passo Fundo. A Evanir, primeira filha, estava completando oito anos, e Elissabeth estava para chegar logo. Continuou lecionando na mesma capela, onde também foi catequista, participou com o marido em várias diretorias e presidências da Capela, atuou nos clubes de jovens e no clube de mães renascer.
Participou de vários cursos tendo certificados da Feplam, Sensos Escolares, Técnico Pedagógico, Diploma em Magistério, Diploma em Curso Ginasial do colégio Nossa Senhora da Conceição Passo Fundo. Atuou no Mobral: Movimento Brasileiro de Alfabetização de Educação Comunitária, com certificado do Ministério de Educação e Cultura do RS, e foi Agente de Saúde por dois anos. Participou como animadora em 1979 em Educação Comunitária para a Saúde e Bem Estar Social.
Era atuante em teatro e dança na escola, (talvez venha daí o amor de Betinha pelo teatro, em onde se inspirar…), treinava os seus alunos para apresentações em datas comemorativas, como dia das mães, dos pais, aniversários, namorados, idosos. Promovia almoços e apresentações varias.
Juntamente com o marido e filhas participavam do CTG Felipe Portinho, não perdiam nada: fandangos, rodeios, congressos, festas campeiras e todo o RS. Depois participaram da fundação do Grupo de Artes Nativas Capitão João La Maiosn, mantendo-se irmanado ao CTG Felipe Portinho. Orgulha-se em dizer que seu marido ajudou muito na construção do Parque de Rodeios, na fase inicial. Depois da sua aposentadoria como professora, em 1982, dedicou-se a casa e a sua propriedade rural junto com seu marido. Sua sogra permaneceu acamada aproximadamente quatro anos, tendo falecido em 1978. Ethelvina cuidou de Melânia durante toda sua enfermidade e em alguns momentos, quando ainda lecionava, precisou de uma auxiliar.
Seu pai, João Zancanaro vivia no Rio de Janeiro. Veio para Marau tratar da saúde e ficar sob os carinhosos cuidados até ficar doente por um ano e falecer em 1981.
Seu marido ficou anos em tratamento com muitos problemas, entre eles insuficiência renal. Passou a fazer diálise peritoneal quatro vezes ao dia. Ethelvina teve aulas no hospital, aprendeu a fazer a diálise em casa: era a “enfermeira particular” de Elpidio. Suas filhas também aprenderam e no fim de semana, para Ethelvina descansar, cuidavam do pai. Foi um longo período de cuidados, com muita dedicação e amor. Elpidio faleceu em 28 de dezembro de 2006. Ethelvina seguiu, contando com o apoio de suas filhas Kyka e Betinha, do genro Josir, do filho do coração – José Borella e sua família, e de todas as suas amigas queridas.
Gosta de arrumar a casa, horta e o jardim, participa da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. No Lazer e Convivência da Terceira Idade faz ginástica, participa das festas, bailes, de todas as atividades do coral. Nas quartas-feiras adora ir aos encontros promovidos pelas agentes de saúde. Gosta de visitar doentes e idosos ajudando com doações. Está no terceiro ano do curso de Teologia à distância. Gosta de ler e contar piadas. Faz palavras cruzadas e caça palavras, faz tricô e crochê, ri e fala muito, diz que é terapêutico. Porém acha que o mais importante de tudo é rezar e ir à missa, agradecer todas as benesses e pedir proteção a Deus e ao anjo Miguel para toda a humanidade.

Adela Dolores Aversa De Conto: mais conhecida como Lely. Lely nasceu na cidade Santa Fé, na Província de Santa Fé, Argentina, filha de Gregório Aversa, italiano naturalizado argentino e de dona Lídia Benzzo Aversa, argentina filha de descendentes italianos. Tem um irmão mais velho, José Aversa, também conhecido por Kuky.Veio para o Brasil, com 18 anos, tendo chegado a Marau em 04 de outubro de 1964. Veio juntamente com seus pais, para passar uns 15 dias aqui e conhecer a família da namorada de seu irmão, que era Lourdes Borella De Conto. Acabou conhecendo o irmão de Lourdes, o Antonio e iniciaram também um namoro e fez com a Lely não mais retornasse a sua terra, casando aqui em 18 de setembro de 1965. Os namorados Kuky e Lourdes, que foram os causadores do namoro de Lely e Antonio, chegaram a noivar, mas, não casaram entre si. Lely é mãe de Ana Cláudia, casada com Ladimir Lazaretti, de Fátima Cristina, casada com Volnei Fortunatti e ainda de Leandro André e Flávio Augusto, casado com Estela de Medeiros É avó de Gabriel e Daniel De Conto Lazaretti; de Guilherme, Vinicius e Ana Luisa De Conto Fortunati; de Lucca Lampert De Conto, filho de Leandro André e de Augusto de Medeiros De Conto. Lely lecionou gratuitamente a matéria de religião, nos quintos e sextos anos noturnos no IESTA e na Escola Anchieta, por vários anos na década de 80. Nesta época também trabalhou na creche da Escola Cristo Rei e fez um trabalho muito bonito com a Irmã Palmira indo visitar as famílias dos alunos mais carentes em suas residências. A Escola adquiria e também ganhava em doação cobertores novos conhecidos popularmente como “pulguentos” e faziam pequenos palas para os alunos pobres enfrentarem o frio, quando vinha o inverno. Na Escola Cristo Rei também foi professora de educação física e dança, organizando belas apresentações nas festas da Escola. Por muitos anos foi catequista da Paróquia Cristo Rei e coordenadora de catequese da área de Marau, que congrega as paróquias de Marau, Camargo, Gentil, Nicolau Vergueiro e Vila Maria. No período que vai de 1975 a 1991 trabalhou durante 17 anos com a AMIS, 13 anos com o Grupo Escoteiro Cacique Marau e 13 com o CPM da Escola Cristo Rei. De 1993 a 1996 foi Primeira Dama do Município de Marau, tendo trabalhado, durante os quatro anos com expediente diário e sem remuneração, na assistência social municipal. e atendendo aos grupos de terceira idade, que naquele período cresceram muito em Marau. Ensinava dança aos diversos grupos. Em 1997 um grupo de umas 20 senhoras da Terceira Idade foi uma das fundadoras e também presidente do Grupo Boa Idade, que existiu sem apoio oficial e que exerceu atividades de lazer e assistência social, principalmente no Hospital Cristo Redentor, onde ela é funcionária Naturalizou-se brasileira em 12 de março de 2002 e em seguida fez seu título eleitoral e filiou-se a PMDB. Foi tesoureira do Centro de Convivência do Idoso e é integrante do Coral da Matriz da Paróquia Cristo Rei.

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