Quarta-feira, 18 de setembro de 2019

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Escritor Carpinejar reclama de abordagem da PRF em Carazinho

Publicado em 03.03.2016 15:10

carpinejar

O escritor gaúcho Fabrício Carpinejar relatou em sua página no Facebook ter sido tratado de forma truculenta pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Carazinho, na Região Norte do Rio Grande do Sul. Ele relata que estava acompanhado do seu produtor e do motorista quando foi abordado, na tarde de quarta-feira (2). Segundo Carpinejar, os policiais o trataram “como bandido”.

“Dois policiais ostensivamente armados, com pistolas apontadas, nos empurraram para fora do carro, nem pediram identificação, recolheram celulares e gritavam ‘Bico calado, senão metemos bala!’. Fomos tratados como bandidos. Não pareceu uma revista normal. Nem perguntaram quem éramos e onde íamos. Não explicaram o motivo da operação, apenas alegaram que éramos suspeitos de um crime. Um absurdo”, postou.

Na noite da quarta-feira, o escritor fez uma nova publicação, onde esclarece a abordagem da PRF. No texto, ele dizer ser a favor do rigor policial, porém contrário à truculência e os excessos gratuitos. Carpinejar afirma ainda não querer tratamento diferenciado por ser ter visibilidade na mídia, e que apenas gostaria que todos recebem tratamento igual. “Famosa ou não, qualquer pessoa merece o respeito e uma revista com passo a passo, desde identificação e entrega do documento do carro”, disse.

Confira na íntegra a publicação do escritor Fabrício Carpinejar:
“ESCLARECIMENTOS AOS LEITORES DA ABORDAGEM DA POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL EM CARAZINHO (RS)
Sou a favor do rigor da polícia, sou contra a truculência gratuita e irresponsável: os excessos que contrariam regras de uma corporação destinada a defender seus cidadãos.

Não quero tratamento diferenciado, quero tratamento igual a todos, com respeito mínimo e direito à dúvida. Era suspeito por um contexto e não comprovadamente criminoso. Fui tratado como bandido condenado e foragido, sem direito a se apresentar e proibido de me defender.

Não era caso de afetação de alguém com visibilidade na mídia. Famosa ou não, qualquer pessoa merece o respeito e uma revista com passo a passo, desde identificação e entrega do documento do carro.

Polícias da PRF não pediram a nossa identificação, mas nos arrancaram do veículo sem nenhuma explicação, apontando armas para a nossas cabeças e confiscando os celulares.
Colaboramos com os policiais prontamente, mas não ocorreu desacelaração da agressividade por parte deles.

Não houve filmagem do momento em que fomos postos de mãos para cima no carro e cercados. Houve reforço de viatura da Brigada Militar para nos imobilizar.

Policiais não encontraram nada de suspeito no carro ou com a gente. Mesmo assim permanecemos detidos por 30 minutos na chuva.

A fotografia foi feita por um morador quando os policiais haviam percebido o grande engano. Não tínhamos posse dos nossos celulares. Por isso, não há nenhuma cena exposta de coerção.

A abordagem foi realizada na frente de uma parada de ônibus lotada. Se fôssemos bandidos, não foi o melhor local para um hipotético tiroteio.

Houve o constrangimento de ser preso no fim de tarde, na principal avenida da cidade de Carazinho (RS), sem confirmação de suspeita, onde os moradores perguntavam qual o crime que cometi. Isso é difamação.

Os policiais não explicaram o motivo da operação. Não deram respostas e nos mandaram calar a boca senão mandavam bala.”

*G1-RS

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