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Após fuga em Carazinho, Susepe diz que tentará conseguir verba para presídio

Publicado em 21.06.2016 9:56

audiencia

Buraco aberto no teto permitiu a fuga de 21 detentos de Carazinho. Susepe não garante dinheiro por conta da situação financeira do RS.

Após uma fuga em massa de 21 detentos que cumpriam pena no presídio de Carazinho, no Norte do Rio Grande do Sul, autoridades realizaram uma audiência pública (foto) para discutir as más condições do prédio.

A promessa é de que as reformas devem ser feitas, no entanto, isso vai depender da disponibilidade de recursos.  Para fugir do presídio os detentos abriram buracos na parede de seis celas e também no teto para conseguir sair.

A forma como a fuga aconteceu deixou evidente os problemas que a administração enfrenta com a falta de estrutura e condições do prédio construído há 60 anos. Para tentar evitar novas fugas, a principal medida é uma reforma emergencial, conforme apontou a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) na reunião realizada na segunda-feira (20).

No entanto, apesar de ter sugerido a reforma, a Susepe não garante que terá recursos para realizar a obra.“Hoje, como é de conhecimento de todos, a questão financeira do estado é bem delicada (…)  estamos encaminhando uma solicitação de emergencialidade para possamos alocar esse recurso e fazermos um reforço nas paredes internas e no teto”, explica a superintendente da Susepe, Ane Stock.

Após a reunião foi dado um prazo de uma semana para que seja dada uma resposta mais concreta sobre o problema. “Houve um comprometimento da parte da superintendene, no sentido de que pretende obter os recursos, e vai pleitear isso com o secretário de segurança e eu espero que ela tenha êxito”, afirma o juiz Guilherme Amorim.

Dos 21 presos que fugiram no dia 10 deste mês, sete foram recapturados. O local abriga 221 pessoas, mas tem capacidade para 132.

* G1 RS

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