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Polícia interrompe velório de bebê para levar corpo para exame no RS

Publicado em 19.05.2016 16:31

Pais levaram filha para Pronto Atendimento, mas criança chegou sem vida. Unidade de Santa Maria liberou corpo sem realizar exame e sem B.O.

A Polícia Civil de Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, investiga a morte de uma menina de 1 ano, ocorrida na manhã da última segunda-feira (16). Conforme a investigação, o bebê foi levado pelos pais ao Pronto Atendimento da cidade. Porém, a criança chegou à unidade já sem vida.

Após o atendimento, o corpo foi liberado para a família, sem que houvesse registro de boletim de ocorrência ou exame que apontasse a causa da morte. Por isso, um inquérito policial foi aberto para apurar o caso.

Para realizar um exame de necropsia, a delegada Luiza Santos Souza, que responde pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), precisou interromper o velório do bebê, na tarde de quarta-feira (18), para recolher o corpo e levá-lo para fazer o procedimento. “Foi uma situação bem peculiar, que não agrada a ninguém. Coversamos com o pai, e ele compreendeu a situação”, explica a delegada ao G1.

A investigação teve início após uma denúncia feita por uma conselheira tutelar. Segundo ela, depois que os profissionais do Pronto-Atendimento (PA) do bairro Patronato, para onde a menina foi levada, constataram a morte, o corpo foi liberado, para que a família providenciasse a cerimônia fúnebre. O processo, porém, não é correto.

“Acontece que eles [profissionais da PA] acabaram liberando o corpo da criança sem informar nada às autoridades. A conselheira tutelar fez a denúncia e nós tivemos que agir”, frisa a delegada.

Ainda de acordo com a delegada, os pais da menina acordaram na segunda-feira (16) e perceberam que a criança estava sem vida. O casal teria levado a filha ao posto de saúde, alegando não saber o que havia acontecido. “Ainda não sabemos a causa da morte, estamos aguardando o resultado do laudo do IML (Instituto Médico Legal), e a partir daí vamos ouvir pessoas”.

O resultado deve sair na próxima semana. Conforme a delegada, o inquérito policial foi aberto com o objetivo de apurar se houve crime ou se a criança morreu de causas naturais. Em princípio, nenhuma hipótese pode ser descartada.

* G1 RS

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