Quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

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Criadores de suínos vão fechar o ano em vermelho

Publicado em 22.11.2016 8:16

O alto custo de produção e o baixo preço de vendas da carne suína no mercado externo vai fazer com que produtores fechem o ano no vermelho. A análise é do presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Luis Folador. No ano passado, o custo para a produção de suínos era infinitamente menor que o atual.

Em 2015 a saca do milho custava em média R$ 29, nesse ano o produtor teve que desembolsar em média R$ 48. Folador explicou que aqueles que carregaram um estoque de milho com o valor do ano passado conseguirão cobrir os gastos da produção, os demais terão prejuízo.

Sobre a exportação de carne suína, Folador conta que houve um acréscimo de 40% do volume de exportações, mas com preços abaixo do praticado em 2015. O mercado interno também não conseguiu melhorar o preço da carne por causa do baixo consumo.

Para Folador, a redução de consumo está associada a crise financeira do país e a taxa de desemprego. O presidente da Acsurs estima que a entrada do décimo terceiro e a tradição do consumo da carne suína no final de ano influenciem no aumento das vendas.

Para o consumidor, o preço da carne está um pouco mais barato do que em 2015. A carne suína in natura custava entre R$ 9 a R$ 16 o quilo. Nesse ano o valor está entre R$ 8 a R$ 12 o quilo. Atualmente 60% da carne de porco consumida são de embutidos. Nesses não se percebeu uma queda nos preços.

Valdecir Folador acredita que quando a crise do mercado passar, a atividade vai melhorar e trazer rentabilidade ao produtor. A suinocultura é uma atividade que oscila, num ano o produtor pode ter lucro, no outro prejuízo, mas, segundo Folador, este é um setor esperançoso.

 

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